terça-feira, 18 de março de 2014

Greve na Saúde de Campina Grande continua, mesmo com decisão judicial desfavorável

O servidores da Saúde da Prefeitura de Campina Grande continuam em greve, mesmo após a decisão da Justiça de decretar a ilegalidade do movimento. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema – Sintab, os servidores decidiram permanecer com os braços cruzados porque, até o momento, a entidade não foi comunicada da ilegalidade da greve.

O Sintab informou nesta terça-feira (18), que os servidores vão continuar em greve até que a entidade seja comunicada oficialmente da decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba – TJ-PB, tomada na semana passada, atendendo pedido da própria Prefeitura. Com as atividades paralisadas, os servidores aproveitaram a segunda-feira (17) para protestar, em frente à Secretaria Municipal de Finanças – Sefin, no centro da cidade.

A manifestação, que inicialmente seria apenas dos servidores da Saúde, em greve há 13 dias, acabou contando com o apoio de outras categorias, como os servidores da Educação, que também se mostraram indignados com o governo Romero Rodrigues (PSDB). Todos lamentavam a falta de diálogo e a intransigência do prefeito e auxiliares, alegando que a Prefeitura entrou na Justiça com pedido de ilegalidade sem dialogar.

O presidente do Sintab, Napoleão Maracajá, lamentou a decisão da Prefeitura de pedir a ilegalidade da greve sem, ao menos, demonstrar qualquer interesse em dialogar com os servidores. Ele disse que a greve é um direito dos servidores. “Até agora não fomos notificados de nada a respeito de decreto de ilegalidade da greve. Como é um direito da categoria, fazer greve, então continuaremos até que sejamos notificados. Quando recebermos uma notificação, então será convocada uma assembleia para decidir se permaneceremos ou não com a paralisação”.

Os servidores reivindicam o cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), aprovado no ano de 2011, durante o governo do ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), implantado no mês de março de 2012, mas suspenso pela atual administração, assim que iniciou o governo, em janeiro de 2013, sob a alegação de que iria melhorar o PCCR. Porém, passados um ano e três meses, a atual administração nem melhora o plano nem paga os benefícios do PCCR como vinha sendo feito, até a suspensão.

Além da questão do PCCR, os servidores reivindicam o pagamento da gratificação de incentivo ao trabalho (GIT), reajuste de 35% da data-base de maio e a realização de concurso público. Mesmo com as imagens publicadas pela imprensa no dia de ontem, mostrando os servidores paralisados e em manifestação na frente da Sefin, o Procurador do Município, José Mariz, afirmou que não existe greve e que os servidores já retornaram ao trabalho.

Ass.Com Comunicação & Marketing

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