quinta-feira, 13 de março de 2014

Pe Márcio diz que jejum da quaresma tem que ser não apenas de estômago, mas de muita oração e caridade

O Padre Márcio Henrique Mendes Fernandes, Vigário Geral da Diocese de Campina Grande e pároco da Catedral de Nossa Senhora da Conceição defendeu que, durante o período da Quaresma, os católicos realizem o verdadeiro jejum, que significa não apenas abrir mão de algo que se gosta muito. Segundo ele, mais que jejuar, o católico tem que orar muito e fazer caridade.

Ele lembrou que, na Quaresma, tudo é muito mais convidativo para os católicos. “As leituras, por exemplo, nos convidam à conversão. São quarenta dias de oração, jejum e caridade. Mas não adianta fazer apenas o jejum que chamamos ‘de estômago’, por exemplo. O jejum tem que ser acompanhado de muita oração e de caridade também”.

Porém, ele alertou que a oração e a caridade tem que transformar o católico. “Também não adianta a caridade externa e a oração que não transforme. Esses exercícios tem que modificar o interior. Qualquer exercício espiritual de penitência tem que transformar a pessoa, romper com alguma coisa. Eu só acredito em conversão quando há alguma ruptura. Com um vício, por exemplo”.

De acordo com Padre Márcio, se os exercícios espirituais da Quaresma não mudarem eles passam a ser “exercícios espirituais vazios”, pois a Quaresma passa e o indivíduo volta a ser a mesma pessoa. “Adiantou? Não!”, afirmou o pároco.

Ele finalizou pedindo para que os fiéis, nesta Quaresma, percorram os mesmos caminhos de Jesus, com o verdadeiro jejum, acompanhado de oração e caridade, nos quarenta dias que antecedem a Semana Santa. “Abracemos os sentimentos da Quaresma e vamos percorrer os mesmos caminhos de Jesus”, disse ele.

Pascom – Catedral

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