quarta-feira, 16 de abril de 2014

Couto quer punição para empresas acusadas de estarem destruindo o Rio Paraíba

O deputado Luiz Couto (PT) se pronunciou na Câmara Federal a respeito da denúncia, publicada no jornal Correio da Paraíba do último dia 13, que trata da retirada ilegal de areia do Rio Paraíba.

"A matéria deixa claro que a extração de areia no Rio Paraíba está sem controle e causando um impacto ambiental que poderá ser irreversível. A retirada acontece em um esquema na calada da noite".

Couto destacou que, de acordo com as informações, a erosão está secando o lençol freático da região e os óleos das dragas estão poluindo a segunda maior bacia hidrográfica do estado, que é a do Rio Paraíba, que drena quase 40% do território paraibano, onde estão inseridos 85 do municípios.

"Em são Miguel de Taipu o leito do rio já rebaixou mais de 3 metros em alguns trechos, provocando erosão, já que uma draga explora a areia no local há mais de 5 anos. O cacimbão que abastecia a cidade, com 6.696 mil habitantes (IBGE/2010), secou há 3 anos. 

Além disso, 4 fazendas de camarão vizinhas ao Rio Paraíba estão jogando água contaminada no seu curso. As dragas estão poluindo o rio com óleo. Moradores contam que este chega à torneira das casas com um cheiro de óleo de máquina", complementou.

O parlamentar ressaltou que além da devastação do meio ambiente, a denúncia revela que os responsáveis pela retirada da areia também vêm ameaçando as pessoas que lutam para que o rio não seja declarado morto.

Outro problema abordado na reportagem e citado pelo deputado foi com relação à proibição de licenças que permitiam a retirada de areia. Luiz Couto disse que "vai lá o juiz e dá uma liminar mantendo aquele processo de morte do Rio Paraíba". "Espero que o juiz que concedeu essa liminar repense, porque é o povo da Paraíba que vai ser prejudicado. Não podemos aceitar isso", bradou.

Depois de afirmar que acompanhará as denúncias, Couto assegurou que vai encaminhar o caso ao IBAMA nacional e estadual, ao Ministério do Meio Ambiente, à SUDEMA e ao Ministério Público para que as empresas responsáveis sejam investigadas e punidas por supostos crimes ambientais.

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