quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Deputado Doda participa de protesto em defesa da Vaquejada na Paraíba

Ato que aconteceu em mais 8 cidades da PB é contrário à decisão do STF, que proibiu a atividade no Ceará. Doda é o autor da lei estadual nº 10.428 que regulamenta a prática da vaquejada como esporte na Paraíba.


O Deputado Doda de Tião se juntou a vaqueiros e de trabalhadores de vaquejada na manhã desta terça-feira (11/10) em protesto contra a decisão do STF, que proibiu a vaquejada no estado do Ceará. Atos aconteceram pela manhã na Capital paraibana, em Campina Grande, Patos, Serra Branca, Sousa, Sumé, Cajazeiras, Pombal e Princesa Isabel.

Entre Queimadas e Campina

O protesto aconteceu no bairro Ligeiro entre Queimadas e Campina Grande, em frente ao Parque de Exposições Carlos Pessoa Filho, começando por volta das 09h30, segundo a organização, o ato contou com cerca de 400 pessoas e 150 cavalos. A rodovia federal BR104 foi fechada pelos manifestantes por volta das 10h30, sendo liberado o trânsito às 11h com o encerramento do ato.

O deputado Doda de Tião é um apoiador da competição, sua defesa pela manutenção da vaquejada ficou marcada na proposição do projeto que virou a lei estadual nº 10.428, regulamentando a prática da vaquejada como esporte na Paraíba. Segundo Doda, a prática faz parte da cultura nordestina.
“A vaquejada, antes de tudo, é uma atividade cultural, cultura essa arraigada no sangue e nas famílias dos nordestinos, dos sertanejos. Cultura que remonta aos antigos vaqueiros que buscavam o gado no campo. Com o passar do tempo, foi sendo profissionalizada e organizada”, avaliou. Um grupo de mulheres que também apoiam a realização de vaquejadas esteve presente na manifestação.

Grande manifestação na Capital

Na capital, o protesto começou às 9h na Praça da Independência, no Centro. Segundo a organização, mais de 300 cavalos e mais de 500 pessoas participaram do ato. Por volta das 9h50, o grupo saiu em cavalgada ocupando uma das faixas da avenida em direção à Assembleia Legislativa, na Praça João Pessoa, onde chegou às 10h50. Participaram da cavalgada vaqueiros locutores, juízes de vaquejada, artesãos de equipamento de couro e ferro, e médicos veterinários que atuam no ramo.

Decisão do STF

Na última quinta-feira (6), o Supremo considerou que a atividade causa sofrimento aos animais e derrubou a lei que regulamentava a vaquejada no estado. Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus-tratos a animais.

De acordo com o regulamento geral da Associação Brasileira de Vaquejada, o conceito de vaquejada é "uma ativiade recreativa-competitiva, com características de esporte, no qual dois vaqueiros têm o objetivo de alcançar e emparelhar o boi entre os cavalos, conduzí-lo até o local indicado, onde o animal deve ser derrubado".

O regulamento tem uma seção específica sobre condutas proibidas, que incluem bater no animal, tocar sua face e apoiar-se em seu lombo. "O boi é intocável, salvo para evitar a queda do vaqueiro",diz o documento. Também é proibido açoitar, esporear ou puxar as rédeas e freios para machucar o animal.

Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.

Para o diretor de Planejamento da Associação Brasileira de Vaquejada, Leon Freire, o vaqueiro nordestino se mobilizou contra a decisão equivocada do STF, que coloca mais de 600 mil pessoas com empregos diretos e indiretos na marginalidade.

“Essa decisão tenta nos comparar com criminosos. Nós defendemos uma vaquejada legal e praticamos isso com base na norma que protege os bois e os cavalos”, disse.
Queimadas Acontece

Lamartinne Miranda

Um comentário:

  1. BREVE ANALISE ACERCA DA DECISÃO DA SUPREMA CORTE NA ADI 4983

    http://marinhoadvocacia.blogspot.com.br/2016/10/breve-analise-juridica-acerca-da.html

    ResponderExcluir