segunda-feira, 28 de julho de 2014

Idosa vence a depressão e mostra por que vive a melhor idade

Solidão, perda de entes queridos, falta de ânimo para sair de casa e excesso de queixas são alguns fatores que levaram Maria José Pereira de Freitas, de 64 anos, a desenvolver a depressão. “Pensei até em desistir”, relata, após relembrar o falecimento do filho mais velho, que a deixou com a obrigação de criar os três netos, que foram abandonados pela mãe.

Nascida na capital da Paraíba, João Pessoa, onde mora até hoje, não teve a infância de aprendizagem e lazer que gostaria. Abandonou os estudos aos 13 anos para trabalhar. “Precisei parar no 4º ano da escola para ajudar meus pais dentro de casa”, conta.

Aos 19 anos, casou-se e teve dois filhos com Ivan Gaspar, pintor da indústria em que trabalhava. Preocupada em fornecer o básico para família, Maria José passava do seu horário de trabalho, quase todos os dias, para garantir uma renda extra no fim do mês. “Tinha dias que eu dormia no emprego, saía de casa às 6 da manhã e voltava às 18 horas do dia seguinte”, recorda-se.

Após muitos anos de sofrimento, ela acreditava que estava preparada para todos os desafios que pudessem aparecer em sua vida, até o dia que recebeu a notícia da morte de seu filho mais velho. “É uma dor muito grande. Nunca imaginava que ia passar por isso na minha vida”, conta, emocionada.

Sem o filho, que ajudava a sustentar a família, Maria José chegou a acreditar que essa prova seria impossível de passar: “Chorava dia e noite sem saber o que fazer, só vinham pensamentos ruins. Pensei até em desistir”. Mas ainda restava esperança. Não imaginava que a solução podia estar tão próxima. Ao comentar com a vizinha sobre o seu problema, foi orientada a procurar a Legião da Boa Vontade. Na Instituição, encontrou motivos para não desistir. “Pedia a Deus todos os dias que iluminasse [meu caminho para encontrar] um lugar que eu pudesse frequentar, para tirar esses pensamentos ruins da minha cabeça, e Ele mostrou a LBV”, exalta.

Integrante do programa Vida Plena, onde participa de atividades que respeitam e valorizam suas experiências, a avó também conta com a entidade atendendo sua neta mais nova, Luana, de 10 anos, por meio do programa Criança: Futuro no Presente!, que oferece um ambiente saudável e seguro, onde promove a participação, o diálogo, a autonomia e a busca por conhecimento. “A Luana brigava muito com os irmãos dentro de casa. Depois que entrou na LBV, ficou mais calma, os respeita mais, e ouve os meus conselhos”, destaca.

Participante ativa das oficinas culturais de dança, canto e musicalização, no Centro Comunitário da LBV, ela já percebeu as mudanças para melhor. “Eu não me sinto mais uma pessoa velha, me sinto uma jovem na melhor idade”, garante.

Responsável pelos projetos de dança do grupo da terceira idade, a educadora social Jaciara Xavier ressalta a mudança na autoestima de Maria José: “A evolução dela é visível. Só vive com sorriso no rosto, sempre de bom humor”.

De acordo com a assistente social da LBV Janielen Cavalcante: “O idoso é valorizado considerando sua história de vida e identificando oportunidades para que vivenciem a terceira idade de forma saudável e feliz. O acolhimento, a amizade, a atenção e o cuidado são essenciais para garantir que eles sejam respeitados, tenham seus direitos garantidos, a presença da família, quando possível, e o acompanhamento de profissionais capacitados”.

Satisfeita, dona Maria José faz questão de compartilhar a alegria de fazer parte do grupo da melhor idade: “A LBV pra mim é uma família, está sempre presente na minha vida. Quando estou fraca, chego aqui e as educadoras me chamam pra conversar, me abraçam, dizem que estão aqui pra me ajudar, e logo me recupero”.

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Jean Carlos

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