domingo, 11 de março de 2018

Projeto de Renato Gadelha garante intérprete de Libras em Bancos


Projetos de Lei de autoria do deputado estadual Renato Gadelha (PSC) que já tramita na Assembleia garante inclusão e a prestação de um serviço adequado e diferenciado a pessoas surdas em bancos na Paraíba. A proposta torna obrigatória a presença de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais em todas as agências bancárias instaladas na Paraíba. As instituições que não cumprirem a determinação serão punidas conforme a proposta.
 
Renato acredita que a inclusão deve ser um dos polos norteadores da sociedade, "e um atendimento diferenciado em um banco gera, sem dúvida, qualidade de vida e garante igualdade de condições entre os que podem e não podem ouvir", argumentou o deputado. Gadelha lembra que "a cada dia usamos mais e mais serviços bancários e o atendimento para quem tem limitações de fala ou audição pode ser uma enorme barreira. Este projeto busca minimizar essa dificuldade", explica o parlamentar.

A proposta abrange ainda as pessoas surdas que não dominam a Libras e os surdo-cegos. Nos dois casos, os bancos devem disponibilizar pessoa capacitada para atender cada necessidade. "Temos terminais de atendimento com teclas em braile e auxílio em áudio em alguns bancos, mas e os surdo-cegos como podem se utilizar desta tecnologia? E na hora de dirimir uma dúvida qualquer relacionada à conta corrente, como um surdo vai se comunicar com o atendente que não se comunica em Libras? Precisamos garantir atendimento pleno a todos, independente da necessidade diferenciada", reforça Renato Gadelha.

O projeto deve ser analisado nas comissões no decorrer das próximas semanas e logo depois seguirá para o Plenário. Renato acredita em aprovação sem dificuldade. "Não imagino que algum deputado possa se posicionar contrário a este projeto. Entendo que se trata de corrigir uma falha grave e que gera problemas diariamente a muitas pessoas. Tenho certeza que teremos unanimidade favorável do Plenário", finalizou Renato Gadelha. Depois de cumpridas todas as etapas para a lei entrar em vigor, os bancos terão um prazo de 24 meses para se adequarem à legislação.
Ascom

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